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Sinhozinho Malta e Viuva Porcina

Deu no site Estrelando e no jornal O Globo do dia 14 que Roque Santeiro pode voltar, mas desta vez como um filme.

Roque Santeiro foi a novela de maior audiência da história das telinhas brasileiras (o último capítulo registrou média de 90 pontos de audiência, marca jamais alcançada por outra obra) então faz sentido que o levem para a tela grande. E agora, com esta nostalgia pelos anos 80 que domina as artes, os produtores provavelmente terão um grande sucesso de bilheteria. O projeto está sendo mantido em segredo, pois só será lançado no ano que vem.

Querido internauta, quais atores você gostaria de ver interpretar os personagems principais? Quem você acha que deve fazer o papel de Roque, ou da Viúva Porcina? E quem será que escolherão para o papel do lobisomem? Hoje em dia, com os avanço em tecnologia e efeitos especiais, poderão criar um mostro realmente assustador. Tomara que o filme não seje um grande desastre!

For The Bible Tells Me So

O filme cristão For The Bible Tells Me So tem grande chance de concorrer ao Oscar de melhor documentário em 2008. O filme mostra a vida de cinco famílias cristãs que tem filhos gays. O filme é do Nova Iorquino Daniel G. Karslake.

Os filmes oficialmente nominados serão anunciados no dia 22 de Janeiro. Enquanto isso For The Bible Tells Me So tem ganhado mais e mais popularidade, sendo bem recebido em vários cinemas dos Estados Unidos.

Os Reitans, uma das famílias que participaram no documentário (mostrados na foto acima), tem ajudado espalhar a mensagem de amor e tolerância do filme. Jake, que cresceu em Mankato, contou a seus pais que era gay quando estudava o colegial. Na época, os pais sofreram com a perda dos sonhos que tinham para o filho; mas logo, com a ajuda de Jake, começaram a mudar suas opiniões. Hoje, os pais são ativistas dos direitos gays juntamente com o filho.

The Raspberry Reich

Assisti a meu primeiro filme de Bruce LaBruce: The Raspberry Reich. LaBruce pega uma estória fraquinha de terroristas da extrema esquerda e adiciona pornografia e propaganda revolucionária. Ele cobre uma parede, por exemplo, com uma imagem gigante de Che Guevara e filma um jovem de etnia ambígua encostado perto, se masturbando; ou ele filma dois homems se beijando, sem camiseta, numa praça para a raiva e surpresa de alemães passando por ali. O filme, de uma hora e meia, está repleto de péssimo diálogo, slogans para todos os lados (”A Intifada Homosexual”, “A Revolução é Meu Namorado”), e várias situações onde os atores podem demonstrar sua experiência na indústria pornográfica gay.

Nós assistimos a versão softporn, onde uma cena de sexo oral entre um terrorista e seu refém é coberto por uma foto de Tony Blair e o slogan “Bliar”; ou uma cena entre a líder dos terroristas e seu namorado é censurada por uma das várias frases idióticas de George Bush Jr. Pensei que seria o tipo de filme que me encheria o saco, mas acabei sendo seduzido por seu humor juvenil.

As influências de Andy Warhol e John Waters estão presentes, assim como as influências em outros artistas (a banda Stereo Total, se inspirou no filme para uma faixa no seu novo álbum). Por um lado, o filme é leve demais (na medida do possível num porno) e quase sentimental. Mas, por outro lado, seu humor em relação à política, especialmente em se tratando dos direitos dos homosexuais, é incrivelmente engraçado. Eu gostaria de entender um pouco mais do assunto mas não conheço suficientemente bem a história do cinema gay para entender todas suas influências.

De acordo com LaBruce, os alemães são blasé com a pornografia - várias celebridades participam em filmes do tipo sem a imprensa se escandalizar. Ao mostrar a pornografia como um galho da comédia política, dentro de uma sociedade progressiva como a alemã, LaBruce arranca a máscara assustadora do porno e lhe mostra como uma fonte genuína de humor. Não é nada novo no mundo porno (como pode ser visto, por exemplo, nos títulos de vários filmes - “Forest Hump” ou “I Know Who You Blew Last Summer”), mas é uma idéia nova quando penso em suas implicações (e aplicações) ao cinema popular.

Nico

Fui ao British Film Institute neste Sábado passado com um amigo brasileiro, Bruno, fissurado pelo Velvet Underground. Motivo? O BFI trouxe para Londres várias raridades do museu de Andy Warhol em Nova York e lhes apresentam durante o mês de Setembro - incluindo raros filmes do começo da carreira do Velvet Underground.

Assim que nos sentamos no auditório vazio, e as luzes diminuíram, Bruno caiu num cochilo com algums outros no cinema. E na verdade não foi uma grande surpresa: os dois filmes de 16mm, preto e branco, são meio chatos. Vemos o Velvet Underground ensaiando, Nico batendo no pandeiro, seu filho com o ator Alain Delon sentado aos seus pés brincando com um chacoalho; em outro filme, vemos a banda (sem Nico) amarrando os pés da baterista Maureen Tucker, engraxando suas botas e tratando o fio do microfone como se fosse um chicote.

Nico é o destaque destes filmes. Quando Warhol lhe pediu para se juntar ao Velvet Underground, ele tinha planos para lhe transformar numa superstar. Via na sua beleza gélida algo futurista e novo. Talvez prevesse que Nico viria a epitomizar um memento mori, e morrer jovem. De acordo com Bruno, Nico era coberta de picadas de agulhas por causa de seu vício na heroina. Tinha vergonha das marcas então só andava com roupas que lhe cobriam o corpo inteiro. No dia fatídico que andava de bicicleta, fim dos anos 80, sofreu de supra aquecimento do corpo, desmaiou e bateu a cabeça ao cair.

Vendo Nico nos filmes de Warhol, não tem como não sentir pena por uma beleza destruída desta maneira.

I shot andy warhol

Lili Taylor é uma atriz genial. Mais genial ainda foi sua escalada para fazer o papel de Valerie Salanis, a feminazi que escreveu o S.C.U.M. manifesto e que quase matou Andy Warhol. Como diz o título do filme, I Shot Andy Warhol detalha a vida de Valerie e os motivos pelo qual ela resolveu liquidar com o artista pop com um revólver roubado.

Muitos acreditam que Valerie pôs fim ao espírito dos anos 60 em Nova York, já que Andy nunca mais se recobrou do tiro e a Factory, criada por ele nos anos 60 como um centro aberto para artistas e curiosos, teve que repensar sua segurança. O tiro disparado por Valerie foi um presságio do fim da inocência dos anos 60.

A trilha sonora de I Shot Andy Warhol fica por conta de John Cale, um dos fundadores do Velvet Underground e amigo de Warhol. Outro destaque do filme é Stephen Dorff no papel de Candy Darling. Aliás, rolou um boato algums anos atrás que Madonna queria fazer o papel de Candy em um filme. Pior idéia, impossível; graças a Deus, parece que Madonna partiu para outras e resolveu deixar o legado de Warhol em paz.

Capítulos

Julho 2008
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Audiência

  • 13,123 pontos no ibope

Roteiro

Mary Swann
Mary Swann
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