Delitos Obsessivos, de Hosmany Ramos

Hosmany Ramos, Delitos Obsessivos, 2005
Nas mãos de Quentin Tarantino, estes contos policiais virariam grandes sucessos de bilheteria – filmes cheios de cenas sangrentas, mulheres fatais, crime e ação. Os contos seguem a fórmula tão amada por Tarantino: sexo, drogas e uma lista enorme de personagems nihilistas perdidos pelo submundo (neste caso, brasileiro.)  Muitos dos contos focam personagems femininos que caem na vida do crime – com resultados variáveis. Agentes policiais são geralmente corruptos, prisões são antros de loucura e morte, e a falta de esperança pega na pele como uma doença incurável, mesmo quando os personagems se sentem acima da lei.

Ramos se inspira em sua experiência com criminosos e com a vida atrás das grades para dar vida aos contos (ele está preso desde a década de 70 por causa de uma lista longa de crimes). Virou sensação literária na França por causa de seus romances anteriores, o que talvez explique a injeção de personagems françeses em algums dos contos. Embora estes contos sejem uma leitura muitas vezes eletrizante, a narrativa nunca se eleva acimo do estilo pulp Americano que tanto copia.