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Antônio Fagundes
Imagem de Jurani Irini

Um jornal noticiou que Antônio Fagundes foi convidado para fazer of papel de Sinhozinho Malta no longa-metragem “Roque Santeiro”, ainda sem previsão de estréia, que tem roteiro de Aguinaldo Silva e direção de Daniel Filho. Dizem os amigos de Antônio que ele está muito feliz com o convite.

Acho que foi uma boa sacada dos produtores. Ele sempre fez um bom trabalho com todos seus personagems de novelas (inclusive os que não eram tão bonzinhos, como aquele da novela “O Dono do Mundo”). Vai ser interessante ver quais outros atores são escalados para o filme.

Delitos Obsessivos, de Hosmany Ramos

Hosmany Ramos, Delitos Obsessivos, 2005
Nas mãos de Quentin Tarantino, estes contos policiais virariam grandes sucessos de bilheteria – filmes cheios de cenas sangrentas, mulheres fatais, crime e ação. Os contos seguem a fórmula tão amada por Tarantino: sexo, drogas e uma lista enorme de personagems nihilistas perdidos pelo submundo (neste caso, brasileiro.)  Muitos dos contos focam personagems femininos que caem na vida do crime – com resultados variáveis. Agentes policiais são geralmente corruptos, prisões são antros de loucura e morte, e a falta de esperança pega na pele como uma doença incurável, mesmo quando os personagems se sentem acima da lei.

Ramos se inspira em sua experiência com criminosos e com a vida atrás das grades para dar vida aos contos (ele está preso desde a década de 70 por causa de uma lista longa de crimes). Virou sensação literária na França por causa de seus romances anteriores, o que talvez explique a injeção de personagems françeses em algums dos contos. Embora estes contos sejem uma leitura muitas vezes eletrizante, a narrativa nunca se eleva acimo do estilo pulp Americano que tanto copia.

Aquele ator que fazia o papel protagonista na novela Laços de Família agora aparece em todas as revistas de fofoca e sociedade. Continua lindo, agora na faixa dos 35 anos de idade, com um corpo malhado e moreno, dentes brancos e um sorriso aberto de engolir o mundo. Nunca lhe vêem com uma mulher no braço. Nunca se ouve falar que ele quer casar e ter filhos. Numa revista recente, ele aparece sorridente ao lado dos donos de uma pizzaria conceituada de São Paulo, vestindo uma camiseta roxa de seda justa que mostra o quanto vive na academia de ginástica.

Tantas festinhas, tantas conversas que não levam a nada. Numa noite fria na capital paulista, ele vê do outro lado do bar um homem loiro lhe observando. O homem sorri; seu rosto bronzeado tem uma beleza nórdica que lhe atrai. Trocam olhares durante a noite até que o homem se aproxima e se apresenta: se chama Guilherme e é o herdeiro milionário de uma família centenária. Vive em Paris.

Romance é coisa pesada para este ator global. Tem que tomar cuidado para que o paparazzi não lhe veja saindo de boates com homens; tem que manter seu segredo longe das más línguas que povoam os programas de fofoca na tarde televisiva. Nos braços de Guilherme, numa penthouse que fica acima da confusão da metrópole, sente pela primeira vez um sentimento de liberdade e proteção. Quando Guilherme lhe convida para um passeio em Paris, aceita sem hesitação.

Viajam em vôos diferentes. Mesmo na classe executiva, escondido atrás de óculos escuros, não escapa das fãs que pedem fotos e autógrafos.

Na noite de Paris, Guilherme lhe leva para jantar em seu restaurante favorito. Segura sua mão por cima da mesa, sem medo do que os outros fregueses possam falar. O ator fica com receios de ser reconhecido por algum brasileiro. Guilherme sorri e afugenta todos os seus medos. Lhe pede para abandonar a carreira artística no Brasil e morar em Paris.

O ator reflete na sua boa sorte, no amor que finalmente chegou à sua vida. Mas também não consegue parar de temer os comentários maldosos no Brasil, a falta que seu rosto fará nas revistas chiques. Guilherme é algums anos mais velho, nunca ligou para o que a elite brasileira pensava, e esta velho demais para se importar com o que os outros pensam de sua vida. Promete a seu amor muitos anos sossegados na capital francesa; verões no Mediterrâneo; viagems a Tokyo, Nova Iorque, Londres. O sonho é bom demais – como se fosse uma grande mentira perpretada por Deus. É melhor que qualquer papel de novela já lhe oferecido.

O ator estuda a beleza de Guilherme e se pergunta se conseguirão se amar até atingirem a velhice juntos.

Estou passeando no Brasil, curtindo minhas memórias dos anos 80 (especialmente quando ouço a rádio Globo FM). Aqui vai o clipe “Tudo Pode Mudar” da banda Metrô: