
Cormac McCarthy, A Estrada, 2006
Um pai e filho atravessam a pé um pais devastado (provavelmente os Estados Unidos), procurando escapar o inverno implacável. Eles vivem nos últimos dias do planeta Terra, após um desastre sem nome que matou todos os animais e plantas, e jogou o planeta na escuridão. As poucas pessoas que sobreviveram vivem escondidas, aterrorizadas; ou fazem parte de gangues de canibais. Os horrores cometidos por estas gangues embranqueceriam os cabelos de Stephen King.
Embora seje um romance curto, de linguagem poética, tive problemas em termina-lo. A desolação e os horrores descritos faria qualquer um procurar uma garrafinha de Prozac. O crítico Inglês Charlie Brooker acertou em cheio quando disse que o romance deveria vir junto com uma navalha, para o leitor cortar os pulsos. Em compensação, existe um raio de esperança correndo a narrativa que transforma o romance num clássico dos tempos modernos, e faz juz aos varios prêmios que o autor ganhou.
Vale a pena prestar atenção no que o livro tem a dizer sobre Deus. Neste mundo, Deus morreu; não existem igrejas; pomares de maçãs estragadas lembram um Jardim do Éden abandonado; mas mesmo assim um dos personagems – o filho – carrega em si “a chama”, a esperança do ser humano para um mundo melhor, para a volta de Jesus e a salvação de todos. Acho que ateístas e pessoas religiosas gostarão deste livro; e com certeza terão muito assunto para descutir.
Cormac McCarthy será, com certeza, o próximo Americano a ganhar o prêmio Nobel de Literatura.












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