
A banheira é o melhor lugar para se escutar um novo CD. Não temos janela no banheiro do meu apartamento; então me aproveito da escuridão para acender uma vela quando relaxo na água. Presto melhor atenção na música quando estou nas trevas, somente uma vela a me guiar.
Toma o último álbum dos Raveonettes, Lust, Lust, Lust, por exemplo. Ele foi gravado como música de câmara – um som de garage rock feito para ser escutado em lugares pequenos e fechados. Parece uma homenagem aos anos 50; uma estória de fantasmas contada em várias canções, a vida e a morte da nostalgia rockabilly. A última canção, com sua melodia roubada da série de TV Twin Peaks, diz tudo. Percebi como o CD era genial somente dentro da banheira; talvez não teria sentido o mesmo se tivesse me baseado no som ouvido na sala.
De agora em diante, vou tentar ouvir todos meus CDs novos dentro do banheiro. Quero ver se o efeito é o mesmo, se outras paixões emplacam. Próximo na lista: Transformer de Lou Reed.
- The Raveonettes – Dead Sound
- The Raveonettes – Black Satin (ao vivo)












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