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O filme cristão For The Bible Tells Me So tem grande chance de concorrer ao Oscar de melhor documentário em 2008. O filme mostra a vida de cinco famílias cristãs que tem filhos gays. O filme é do Nova Iorquino Daniel G. Karslake.
Os filmes oficialmente nominados serão anunciados no dia 22 de Janeiro. Enquanto isso For The Bible Tells Me So tem ganhado mais e mais popularidade, sendo bem recebido em vários cinemas dos Estados Unidos.
Os Reitans, uma das famílias que participaram no documentário (mostrados na foto acima), tem ajudado espalhar a mensagem de amor e tolerância do filme. Jake, que cresceu em Mankato, contou a seus pais que era gay quando estudava o colegial. Na época, os pais sofreram com a perda dos sonhos que tinham para o filho; mas logo, com a ajuda de Jake, começaram a mudar suas opiniões. Hoje, os pais são ativistas dos direitos gays juntamente com o filho.
- O DVD do filme pode ser comprado no site forthebibletellsmeso.org.
- Trailer para o filme For The Bible Tells Me So.

Joe Haldeman, A Guerra Eterna, 1974
Muitos consideram este livro como um dos melhores romances de ficção científica já escritos. Haldeman, um veterano da guerra do Vietnam, originalmente escreveu este livro como uma alegoria a guerra; mas anos já se passaram desde sua publicação e o romance agora se tornou uma alegoria a todas as guerras americanas, principalmente a desastrosa invasão do Iraque. No entanto, este livro é sobre muito mais que a guerra: é sobre a vida militar entre as batalhas, quando os soldados voltam para casa e sentem as perdas e a alienação junto a uma população que não os apóia; é sobre os relacionamentos criados entre homens e mulheres no Exército (e suas perdas); e a política que nunca escolhe a paz.
Eu poderia escrever dezenas de páginas sobre o tema da homosexualiade neste livro. A estória, que se passa num futuro não tão distante, mostra um governo que cria uma leia apoiando relacionamentos homosexuais para impedir a explosão populacional. Logo, a lei vira mandatória e os heterosexuais são perseguidos como foras da lei. Eventualmente, seres humanos são criados dentro de incubadoras gigantes, programados para serem 100% homosexuais. O narrador da estória, um dos poucos heterosexuais que restam na humanidade, tem que se virar num mundo aonde nenhuma mulher está interessada nele; e onde muitos homens vivem lhe chavecando. O autor mostra o outro lado da moeda, como os heterosexuais se sentiriam se eles estivessem na minoria e sofressem o tipo de discriminações que estão acostumados a dispensar. Mas tudo isso é mostrado de maneira mais ou menos humorosa e sem demagogia, e o romance é, no final das contas, uma ótima aventura para ser devorada em poucos dias.
Jesus voltou a Terra! E resolveu gravar um musical. Alleluia, salve salve:

A banheira é o melhor lugar para se escutar um novo CD. Não temos janela no banheiro do meu apartamento; então me aproveito da escuridão para acender uma vela quando relaxo na água. Presto melhor atenção na música quando estou nas trevas, somente uma vela a me guiar.
Toma o último álbum dos Raveonettes, Lust, Lust, Lust, por exemplo. Ele foi gravado como música de câmara – um som de garage rock feito para ser escutado em lugares pequenos e fechados. Parece uma homenagem aos anos 50; uma estória de fantasmas contada em várias canções, a vida e a morte da nostalgia rockabilly. A última canção, com sua melodia roubada da série de TV Twin Peaks, diz tudo. Percebi como o CD era genial somente dentro da banheira; talvez não teria sentido o mesmo se tivesse me baseado no som ouvido na sala.
De agora em diante, vou tentar ouvir todos meus CDs novos dentro do banheiro. Quero ver se o efeito é o mesmo, se outras paixões emplacam. Próximo na lista: Transformer de Lou Reed.
- The Raveonettes – Dead Sound
- The Raveonettes – Black Satin (ao vivo)











